QUEM SOU EU NESTE BLOG...


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"Não acredite em nada que você ler neste blog, pesquise, experimente, repita os experimentos" Parafraseando um Conceito e incredulidade Conscienciológico








AS VEZES ME SINTO SÓ, APESAR DE RODEADO DE SERES MUITO IMPORTANTES PARA MIM. SERES QUE COM CERTEZA ESCOLHI POR ALGUMA RAZÃO PARA COMIGO CONVIVEREM. COMO ESCOLHI, NÃO LHES CABE CULPA E LHES SOBEJAM QUALIDADES QUE ÀS VEZES SUFOCAM. SOBRAM-ME AS RECORDAÇÕES PARA DRIBLAR ESSES PEQUENOS LAPSOS:



IMAGENS, LUGARES, CONHECIMENTOS,



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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Churrasqueando - Churrasco ecológico?



Churrasco ecológico?

por Paula Perdiz
Descubra maneiras mais “limpas” para fazer o seu churrasco



Churrasquinho de domingo é paixão nacional, não tem jeito. Mas você sabia que a queima de carvão é altamente poluente? Durante a produção do carvão vegetal apenas 35% da madeira queimada torna-se, de fato, carvão, enquanto os outros 65% viram gases poluentes espalhados na atmosfera. Pois é, a sua reunião com os amigos não é tão inofensiva quanto parece.

Se você respirou aliviado e está se sentindo mais tranquilo, pois a sua opção na hora da compra é sempre por empresas que comercializam carvão vegetal “ecológico”, saiba que isso não existe. O que pode deixar a produção do carvão menos prejudicial é o fato da empresa não utilizar árvoresde florestas nativas, embora, os gases continuam sendo emitidos durante a queima da madeira.

Ok. Não estamos falando para você ser radical e abolir o bom e velho churrasquinho da sua vida, mas sim, encontrar formas alternativas e sustentáveis para prática. Se você não achou que isso seria possível, uma boa opção existente hoje no mercado são osbriquetes, produzidos a partir de materiais descartados em serrarias e fabricantes de móveis, além de queimarem mais lentamente, fazendo com que a barra dure mais tempo na churrasqueira do que o carvão comum.

Outra alternativa mais “limpa” é trocar a churrasqueira convencional pela que utiliza gás, pois envia menos CO2 para atmosfera. Agora, se a reunião é pequena vale a pena apostar no grill elétrico, que não tem combustão e assa a carne direitinho. Na verdade, a opção mais verde para se fazer um “churrasco” até agora.
Opinião do Blog do Bentinho:
É mais um purismo. Continue fazendo seu churrasquinho sem nenhum "grilo". Há coisas mais poluentes como por exemplo, o seu carro. Ou o carro de seus convidados. Então compense: quando fizer churrasco, quando for ao super ou ao açougue, um ou dois dias antes, já traga todos os materiais necessários e estarás evitando uma ida só para o churrasco. Se for de última hora, peça aos seus convidados usarem a carona uns dos outros. Se só um carro ficar na garagem, já estaremos em vantagem na produção de gases nocivos.  

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Churrasqueando - Churrasco de nutricionista!

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Nutrição

Permita-se curtir um bom churrasco

Sem exageros e sabendo escolher as combinações dos alimentos, esse encontro deixa de ser um drama para quem cuida das medidas

Permita-se curtir um bom churrasco



Por Marcia Melsohn

Churrasco no final de semana, perigo à vista. Quem leva alimentação a sério pode ter essa sensação toda vez que um desses encontros com a família ou com os amigos é marcado. Mas não precisa ser assim, claro. Basta deixar o radicalismo de lado e selecionar bem o que comer durante o evento. Afinal, ter hábitos saudáveis não deve ser sinônimo de estresse.

"O mais importante é saber controlar as quantidades e fazer combinações inteligentes que possam ajudar a aproveitar melhor os nutrientes", diz a nutricionista Beatriz Botéquio, da Equilibrium Consultoria, na capital paulista.

Entrada

A primeira dica, começar sempre pela salada, é velha conhecida, mas tem uma explicação bem convincente. "Um prato bem colorido de salada é o ideal para dar a largada, já que as fibras e os minerais vão ajudar a absorver menos gordura. Além disso, o hormônio da saciedade vai sendo liberado e assim fica mais fácil controlar as quantidades dos outros pratos", explica Beatriz. Um truque é incorporar - com moderação - a tradicional maionese de legumes às folhas. Dessa forma, os temperos podem ser dispensados, economizando algumas calorias.

Prato principal


"O certo é dar preferência a carnes mais magras, como fraldinha, filé mignon, alcatra, maminha, ou carnes brancas, a exemplo de frango e peru", aconselha Lara Natacci, mestre em comportamento alimentar pela Universidade de São Paulo e diretora da Dietnet Assessoria Nutricional, em São Paulo. Beatriz Botéquio ainda recomenda cordeiro e carneiro: "Elas são mais light e podem ser consumidas com molho de hortelã, que dá sabor e é antioxidante".

"No caso de carnes com gordura aparente, retire-a, se possível antes de assar. Isso diminui a quantidade de gordura saturada a ser ingerida e consequentemente o valor calórico", completa Lara Natacci. Segundo ela, de 100 a 150 gramas de carnes para mulheres e de 150 a 180 gramas para homens são boas medidas para não perder a linha.

Molhos e acompanhamentos

O molho vinagrete é uma ótima pedida. "Cheio de antioxidantes, ele é pouco calórico e fica muito gostoso quando ingerido junto com a carne", diz Beatriz. Já o pão e a farofa são mais calóricos e, portanto, o consumo deve ser limitado. "É importante escolher apenas um tipo de carboidrato. Se optar pelo pão, são no máximo 3 fatias e se for farofa, não mais que 2 colheres de sopa", recomenda. Uma boa alternativa de acompanhamento é colocar vegetais como cenoura, abobrinha ou berinjela na grelha. Fica bem gostoso. Os deliciosos queijos coalhos são bastante gordurosos. O ideal é ficar longe deles, mas um pedacinho só para matar a vontade não vai fazer mal.

Sobremesa

Uma escolha perfeita para fechar o churrasco é abacaxi grelhado com canela. "Além de ser pouco calórica, a fruta contém bromelina, que auxilia na digestão da proteína da carne", explica Beatriz Botéquio. A canela dá um toque especial e ainda colabora para manter estáveis os níveis de açúcar do sangue. Salada de frutas também é bem-vinda, já que é refrescante e cheia de vitaminas. Sorvetes de frutas são 

sábado, 5 de novembro de 2011

CHURRASQUEANDO - CHURRASCO DE PESCARIA II

Já escrevi que o melhor das pescarias são os desafios que elas representam em termos de planejamento, estratégias de acampamento, conhecimento do metiê e superação de problemas não previstos. É gostoso você "enxergar" uma utilidade para uma pedra chata, um pedaço de madeira, um pedaço de rede velha, ou seja, você desenvolve sua capacidade de sobrevivência. São inúmeros casos que presenciei e que conseguimos resolver problemas ou melhorar a comodidade do acampamento, com idéias simples e criativas. Numa das muitas pescarias em que participei em Butiá, aconteceu um fato em que tivemos de improvisar muito para conseguir fazer fogo para a noite e para o assado nosso de todas as pescarias!
Chegamos na taipa da barragem em que pescávamos e logo começamos as lidas para ter um acampamento mais ou menos confortável. Um lugar para churrasqueira, um lugar para sentar perto do fogo (barranco pequeno que circundava parte da barragem), umas tábuas que colocamos em cima de pedras à guiza de mesa, bambus que outros pescadores deixaram como suporte de uma lona improvisando uma barraca e a vistoria das tralhas de pesca. Como estava escalado como cozinheiro, iria pescar perto do acampamento e ao mesmo tempo, providenciar comida para os quatro participantes. Enquanto os outros capturavam iscas (lambaris e outros peixes pequenos) fui à cata de lenha, item importante para o nosso conforto e para nos proporcionar um bom churrasco.
Fiquei nessa procura por um bom par de horas, consegui lenha boa em um nesga de mato de eucalipto que servia de abrigo para o gado.Cortadas e empilhadas, arrumei a fogueira na churrasqueira improvisada e, surpresa, não achei o isqueiro. O pessoal já voltando dos pesqueiros para um chimarrão antes da pescaria propriamente dita. Tínhamos  um certo ritual que era sair em torno de 14:00 hs para a chegar na fazenda no máximo 15:00 hs, pegar iscas para os espinhéis e colocá-los n'água até as 17:00 hs, nos reunir para comentários, chimarrão, lanche, trago ou conversa fora! Acontece que o único fumante que tinha no grupo era eu. Com o afã de arrumar tudo para que ficasse em ordem, ao recolher lenhas, devo ter deixado cair o isqueiro que nem cogitei de procurar, pois no campo, só se acha se trombar com que se perdeu! O vício foi quebrado com a minha atenção totalmente voltada para as tarefas!
Levei uma bronca pois o meu carro não tinha isqueiro. Ninguém estava na granja, a chave da porteira estava conosco. O meu cérebro começou a trabalhar a procura de uma faísca. Nenhum fundo de garrafa à vista para fazer uma lupa e com ela acender o fogo. Nenhuma pedra de fogo para bater com uma ferramenta para a fagulha incendiar a gasolina! Gasolina, isso! Rasguei um pedaço de minha camiseta de algodão improvisei uma bucha com um arame, embebi na gasolina do tanque, levantei o capô do motor, tirei um cabo de vela deixei um dos companheiros ligar o carro e aproximando o cabo de vela ao metal do motor fiz saltar uma faísca suficiente para atear fogo na bucha, dali para a fogueira e pronto. Estava salvo, não precisaria ir até a estrada principal comprar fósforos no posto de gasolina!
Fogo na fogueira, água na cambona, algumas linhas n'água, a charla de sempre era só esperar a hora certa para colocar duas lindas ripas de costela no brasedo. Para acompanhar fiz uma salada de cebola e tomate. Às 22:00 hs chamei o pessoal que já vinha com várias traíras e jundiás da primeira revista dos espinhéis e  das linhas. Como bom assador eu já tinha beliscado vários pedaços e fui revisar as minhas linhas, voltando com duas ou três bocudas. Como o pessoal tinha certo preconceito em assar jundiá, fui até um bambuzal e trouxe um pedaço de bambu que abri em x, deixando uma empunhadura. Eviscerei um jundiá, somente coloquei sal fino, coloquei por dentro do bambu e amarrei as pontas. Nem 20 minutos e nós comíamos com pão e salada. Dali em diante todos queriam jundiá na sua quota de peixes!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CHURRASQUEANDO - CHURRASCO DE GRINGO

Os italianos que por aqui chegaram no fim do século retrasado e que revolucionaram a agricultura com o incremento de criação de animais até então não existiam no Rio Grande do Sul. Com eles vieram os porcos, galinhas e ovelhas principalmente. O gado já existia há muito tempo e servia de prato base para os gáuchos ou gaúchos. Com os novos animais, começou uma grande utilização desses outros pequenos animais na culinária riograndense e como não poderia deixar de ser, impactou no Churrasco! Trouxeram e fazem uso de  muitos temperos, tanto que os churrascos de paulistas onde o número de imigrantes desse pais foi muito maior que em outros estados, são comentados pelos temperos. "Mais temperado que churrasco de paulista!" Eles, os paulistas, fazem uma miscelânea de tempero (um mix mais modernamente) inclusive adicionando bebidas alcoólicas, vinagres e limões dos mais variados tipos. O churrasco perde um pouco de sua essência e as carnes não são apreciadas pelos sabores característicos de cada corte e sim pelo tipo de tempero usado. Picanha ao alho! Maminha apimentada! Fraldinha recheada com cebola, pimentão, tomate, queijo e presunto! E por aí vai! Culpa dos italianos. Mas existem coisas que até hoje fazem sucesso quando são feitos! Quem não gosta de um frango no espeto com polenta, radichi  e vino! Ou um galetinho ao primo canto, com os mesmos acompanhamentos? Pratos que foram possíveis ao se modernizar as criações de frangos e galinhas dos terreiros para as granjas. Mas devemos tributo aos italianos para um outro churrasco muito delicioso e que não tem muito destaque por ser trabalhoso e portanto em grandes acontecimentos não é muito prático. Falo do XIXO (a grafia não sei se é a certa). É outro mix de carnes diversas  e vegetais com muito tempero. Usa-se carne da gado, de frango, de porco, de ovelha e salsichão ou calabresa in natura (não defumada nem cosida). Lascas de baicon compridas para envolver os pedaços de frango! Pedaços quadrados grandes de pimentão (dê uma aquecida em uma panela ou no microondas para que não quebrem ao espetar), tomates rasteiros ou italianos, mais compridos que largos cortados em três, cebolas pequenas cortadas ao meio.Tempero pronto completo basta ou se gosta de elaborar seus próprios, saiba que podes usar tudo que tiver ao alcance inclusive vinagre, vinho, cerveja ou fermentados! Suco de laranjas também pode ser usado. O procedimento é simples: uma ou duas horas antes faça uma vinha d'alho com os ingredientes, coloque os pedaços de carne cortados em cubos e os embutidos cortados em pedaços de quatro cm mais ou menos. Quanto aos frangos, use peito cortado em cubos ou coxinhas da asa. Espete intercalando tipos de carne e tipos de vegetais. O tempo necessário para assar é de aproximadamente uma hora em fogo não muito esperto para que os vegetais não queimem. Quando os dois lados já tiverem sido assados, dê mais um banho com o tempero para que os vegetais assumam o gosto dos mesmos. Um arroz branco, saladinha mista básica e um Cabernet Sauvignon legítimo da Serra Gaúcha e me digam se não é um acepipe digno dos Reis.
Obs.: não confundir com os espetinhos que se assam no forno.

domingo, 23 de outubro de 2011

Churrasqueando - Churrasco no casamento de crentes

Há uma premissa bem básica entre os assadores que conhecem um pouco do "metiê": se não estás assando, abstenha-se de dar palpites. A resposta rude vem em seguida: quer assar? Também pode ser, pega as tralhas que já vi que assas melhor que eu! Foi num deslize desses que entrei em uma fria. Um limão que transformei em caipirinha (ah que saudade!)!
Casamento de uma cunhada crente com outro irmão da própria religião. Finda a cerimônia religiosa, nos dirigimos para a casa do meu sogro, pai da noiva. Como era final de semana e na Sexta-feira tinha ido ao meu sítio, depois da festa, iríamos para lá (no sítio)aproveitar o resto do mesmo naquele paraíso.
Meu sogro era construtor e tinha muito restos de madeira tiradas no final das obras. Pois bem, os dois pais dos noivos é que iam assar. Fizeram uma churrasqueira no chão, com tijolos e colocaram bastante madeira para iniciar o fogo. Depois iriam colocar carvão. Sem um trago, sentei-me com os outros cunhados e enquanto conversa, ficava "botucando" os dois velhinhos. Colocaram o fogo  e esperaram baixar um pouco a labareda e colocaram o carvão por cima. Naquele instante vi que daria problema pois era muita caloria contida na churrasqueira. Ainda assim me contive. Assim que o carvão pegou o fogo, eles espetaram a carne no primeiro espeto  e largaram na churrasqueira. A carne encolheu, quase retorcida. Levantei e como quem não quer nada fui até a churrasqueira e olhei, virando, aquele espeto. A carne estava preta! Retirei-a do fogo e falei com os "assadores" tem muito fogo!. Eles que não eram do ramo, aproveitaram a ocasião e largaram o pepino no meu colo: tu tem mais experiência, assa para nós e se mandaram!?!? Chamei meu sogro a parte e lhe disse que não teria problema, mas queria gelo, limão e açúcar que eu tinha uma cachaça boa no carro. Trouxe-me um copo com os ingredientes que rapidamente transformei em caipirinha. Correu boato no pátio:
são uns "perdidos". Tirei a gravata, remanguei a camisa e pacientemente espetei toda a carne primeiro. Faltou espeto, busquei no carro. Tudo espetado, experimentei com a palma da mão, não dava para aguentar. Peguei uma guia de quinze, e "remei" retirando quase todo o braseiro para o outra ponta da churrasqueira. Coloquei as costelas com o osso para baixo e sorvi minha caipirinha lentamente, juntamente com um cigarrito. Pois acho que gostaram pois enquanto cortava as carnes para serem servidas, ouvi novamente em quase sussurro:
"esses perdidos sabem assar uma carne"!

Observação: sou filhote de Metodistas com muito orgulho, se não sigo é por convicções pessoais já que encontrei muito mais respostas na Conscienciologia  onde estou procurando o meu lugar.

sábado, 1 de outubro de 2011

CHURRASQUEANDO - CHURRASCO NA LABAREDA

Não é um churrasco fácil de fazer pois requer atenção redobrada e agilidade. Em compensação é muito rápido  conforme a espessura da carne. Não gosto de fazê-lo pois sou mais assar com calma como deve ser. Vem de longe a sua feitura. Alguns historiadores que se detiveram na figura do gaúcho e seus costumes, relataram que os primeiros gaúchos eram índios mesclados com espanhóis (iguais aos mesclareros na divisa com méxico) meio changueiros (peões que trabalhavam por pouco tempo para os fazendeiros)  meio bandidos quando não tinham serviço. Não poucas vezes matavam reses para aplacar a fome. Se fosse sem permissão, tinham que fazer tudo às pressas para não serem pegos. Então moqueavam a carne nas labaredas e não raro a comiam mal passada escorrendo sangue. Resulta em um churrasco em tudo igual aos assados normalmente, com mesmo gosto e textura.
Duas vezes me deparei com a necessidade de fazer dessa maneira. Uma foi numa pescaria na Lagoa dos Patos e outra foi num serviço que pegamos para fazer em um sítio em Viamão e precisávamos pegar o único ônibus da tarde para voltar à cidade.

Na pescaria deixamos um dos companheiros encarregado de juntar lenha, arrumar o acampamento  iniciar o fogo e o churrasco na noite enquanto isso iríamos colocar as redes e os espinhéis. Com certeza iríamos demorar e voltar com fome e precisávamos dessa retaguarda. Fizemos  e quando voltamos para o acampamento, já noite alta, com alguns peixes já pegos, qual nossa surpresa quando achamos o caseiro bêbado, dormindo e um foguinho mixuruca de taquara. Nos explicou  que não achou lenha, então acumulou bastante taquara e começou a beber de estômago vazio. Após um momento para assentar as idéias, decidimos fazer na labareda mesmo pois não haveria brasas. Fincamos os espetos no chão e fomos rodeando-os com fogo das taquaras. Ao passo que necessitava, colocávamos mais e mais taquara. Não queimou e ficou, fome à parte, uma delicia, comido lasqueado com pão d'água. Ficou a lição: depois disso, quando íamos com reboque, até lenha levávamos para não ter surpresa!

No sítio quando eu e Pedrinho terminamos a tarefa, nos damos conta que faltava 40 minutos para o ônibus passar, pedi pra ele juntar vassoura vermelha seca e improvisar um fogo entre tijolos enquanto que eu cortava um pedaço de ferro de construção para servir de espeto. Após cortá-lo dobrei-o ao meio e "ariei" com areia.
espetei, salguei, e quando fui ao local que foi feito o fogo, notei que o Pedrinho tinha feito duas pilhas de quatro tijolos cada de altura. Tirei dois dos tijolos para que o espeto ficasse no meio da labareda. Não cansei de virar. Dez minutos após a fraldinha estava assada no ponto, macia e suculenta. 
Pegamos o ônibus na hora certa!

sábado, 27 de agosto de 2011

MEUS BLOGS - ESTATÍSTICAS I


país            blogdeitaara blogdosentapua blogdobentinhochurrasqueiro ynkeesgohome total

Brasil             508               492                           224                             34             1.258
EEUUAA       164               354                             77                           143               738
Germany          47                 44                               4                            35               130
Reino Unido       8                   4                               2                             -                  14
Russia                6                  -                                -                             -                     6
Malasian             4                  -                                 -                              -                  4
France                1                 2                                 2                              2                  7
Polônia               1                  -                                 -                               -                  1
Portugal              1                 2                                  -                               -                 3
Índia                    -                 4                                 2                               -                  6
Ucrânia               -                 1                                  -                               -                  1
Coréia do Sul     -                  -                                  2                              -                  2
Colômbia           -                  -                                  1                               -                  1
Letônia               -                 -                                   1                              -                  1
Romênia             -                 -                                   -                               -                 1
sem ident.          32               56                                14                          18              120

totais                772             959                             329                          233            2.293

Interessante não? Nos blogs polêmicos os acessos dos yankees estão se igualando ou acessando mais que os brasileiros e tem muita expressão no blog regional. A Malasian é uma surpresa muito grande, assim como France, Reino Unido e Portugal, Ucrânia, Coréia do Sul, Colômbia, Letônia e Romênia.

Os assuntos internacionais importam mais para os estrangeiros? Não temos dado a importância necessária a eles? A grande Mídia nossa de cada dia, conseguiu fazer um estrago tão grande em nossas mentes que tudo que se escreve contra ela, é fruto de medos, de esquisitices políticas, perseguições, etc?

Fiquem com essas perguntas. Eu também não tenho as respostas. Vou procurá-las. Se as encontrar coloco aqui neste espaço.
Itaara-RS -Brasil - 27.08.2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CONCURSO LEBON DE MELHOR ASSADOR DO RS






26.08.2011 - Prometi divulgar tudo que sabia a respeito do concurso. É só para os amigos e  familiares:
Sem votar desde 18.07.2011 entre 430 participantes, ficar em 68º lugar até que não é mau!! O que é mau é essa trampolinagem!


16.07.2011

COMO SOU METIDO ME INSCREVI

POR FAVOR VOTEM QUANTAS VEZES QUISEREM
OBRIGADO
DESCOBRI PORQUE OS PRIMEIROS COLOCADOS ESTÃO MUITO NA  FRENTE:
QUANDO COLOCAR OS CARACTERES DE VALIDAÇÃO, CLIQUEM DUAS VEZES  QUE NÃO TROCA DE TELA E A CADA NOVO CARACTERES REPITA QUANTAS VEZES QUISER; QUANDO QUISER PARAR, CLIQUE 1 VEZ SÓ QUE ATUALIZA TUDO. ASSIM É BARBADA!!
______________________________________________________________________________________
MARACUTAIA:
Significado de Maracutaia no Dicionário online de Português, definição de maracutaia. S.f. Tramóia, combina, trampa, manobra (política, econômica etc.) marginal inconfessa.

CHEIREI MARACUTAIA E TENHO RAZÃO: NÃO ABRI ANTES PORQUE DESCOBRI COMO OS PRIMEIROS COLOCADOS DO CONCURSO CONSEGUIAM FAZER 10.000 VOTOS DE UM DIA PARA OUTRO. SE VOCÊ FOSSE PELO CAMINHO NORMAL NUCA IRIA ALCANÇÁ-LOS, PORÉM ACIDENTALMENTE CLIQUEI DUAS VEZES E A JANELA DO SITE NÃO ABRIU PERMITINDO QUE EU VOTASSE DUAS VEZES. ESTAVA ACHADO O CAMINHO QUE SÓ ALGUNS SABIAM: OS PRIMEIROS COLOCADOS.
POIS É, HOJE OS QUE  COMANDAM VIRAM QUE EU DESLANCHEI NOS MEUS VOTOS E COM CERTEZA IRIA "PRÁS CABEÇAS" TIRARAM ESSA POSSIBILIDADE E DEIXARAM O VOTO COMO DEVERIA SER DESDE O INÍCIO DO CONCURSO. NÃO RECLAMEI ANTES PORQUE COM A MINHA DESCOBERTA ESTAVA PARTICIPANDO DE IGUAL PARA IGUAL.
QUANDO VI QUE RBS ESTAVA NO CONCURSO, DESCONFIEI. CONFIEI NA MARCA LEBON.
ME QUEBREI ESTA ESTÁ CONIVENTE. ANALISANDO OS PRIMEIROS COLOCADOS, VI QUE NO MÍNIMO OS 16 PRIMEIROS, SÃO CLIENTES DIRETOS DA LEBON E RECEBERAM A INDICAÇÃO DE COMO DEVERIAM PROCEDER PARA SE DISTANCIAR DOS DEMAIS, DIRECIONANDO PARA SEUS CLIENTES A VANTAGEM DE IR ATÉ O FIM. OS OUTROS SERIAM PARA VALIDAR A CORRUPTELA.

MEUS AMIGOS DIVULGUEM POIS É A ÚNICA COISA QUE PODEMOS FAZER: MOSTRAR AS MAZELAS QUE TEMOS NÃO SÓ NA POLÍTICA... 
18.07.2010


comunicado à Lebon
Acho que eu estou falando com uma porta ou um debilóide ou malintencionado ou um desrespeitoso. Encerrei vou abrir o blog 





e eu te asseguro que houve e há meios de provar. mas, sem comentários



Date: Mon, 18 Jul 2011 17:45:18 -0300
Subject: Re: Suas explicações
From: gauchoassador@gmail.com
To: joelbento2010@hotmail.com


Bento,


Obrigada pela resposta.
Podemos te assegurar que não houve nenhuma mudança no sistema de votação. 


Atenciosamente,
Equipe Espeto de Ouro


2011/7/18 joel bento carvalho <joelbento2010@hotmail.com>

Pode ser que seja  sistema captcha, mas aconteceu. Eu estava encucado que no sábado o primeiro colocado tinha mais de 44000 votos e não havia condições de ter feito mais de 5000 votos por dia no sistema normal que 1 só validação  e consequente troca de janela para voltar para votação, não daria para alcançar esse montante. No´domingo, o segundo colocado de sábado passou à frente dele com mais de 56.000 votos (12.000 a mais em 24 horas) eu com toda a destreza que tenho em uma hora não consegui mais de 50 votos então esse cidadão precisaria de dez digitadores para, ininterruptamente, alcançar os 12000 sem dormir?e isso todos os dias porque hoje pela manhã ele já está com 66.000!!!!!!!!
Por acaso ontem à noite descobri o que eles estavam usando para acumular bastante votos: o sistema captcha estava aceitando que, se validasse com dois cliques, ganharia o tempo que levava para mudar de página e voltar para a tela de votação. Então deslanchei. de 139 para 31 e curiosamente o sistema começou a funcionar como deveria ser desde o início: todo mundo dando um clique só e tendo todo o trabalho de voltar à votação tornando-a lenta. Só para exemplificar agora ele está com mais de 68.000.
Essa mudança no meio do jogo é um indício de fraude bem palpável.
Não me considero mais na disputa pois deixou de ser lisa.
Saudações 



Olá Bento, 
Ficamos muito felizes com o teu interesse em participar do concurso! 
Vimos teu post no blog através do twitter e gostaríamos de nos colocar a disposição para esclarecer qualquer situação que não tenha ficado clara. 
Primeiramente, acreditamos que tenha havido algum mal entendido com relação à participação da RBS. Eles estão atuando apenas como divulgadores da promoção. 
Sobre a votação, ela é validada pelo sistema CAPTCHA, sendo considerados idoneos todos os votos validados de acordo com ele e não havendo limite de votos por participante. 
Quanto aos 16 primeiros colocados serem clientes diretos da LeBon e terem indicação de como deveriam proceder, a informação não procede. Poderias nos dizer a procedência dessa inforamação para que possamos checar? 
Estamos a disposição para esclarecimento de qualquer questão em aberto através do nosso email gauchoassador@gmail.com 
Abraço, 
Equipe Espeto de Ouro LeBon
18 de julho de 2011 12:13 
 2.4. Tratando-se de Concurso de livre disposição e premiação da LeBon sem qualquer ônus para os participantes, essa última reserva-se o direito de, a seu exclusivo critério e sem direito a qualquer espécie de reclamação, recurso ou indenização aos participantes, alterar condições que não afetem o direito desses mesmos participantes já inscritos, assim como alterar quaisquer outras condições que sejam geradas por fatos supervenientes e que fujam à livre disposição da LeBon e que ocorram por decorrência de caso fortuito ou força maior, bem como por decorrência da conduta ou atuação fraudulenta, ou apenas discutível, de participantes e terceiros, ou que ponham em risco a lisura e as condições de igualdade do Concurso, inclusive permitindo-se desclassificar participantes ou, em recurso extremo, cancelar totalmente o mesmo Concurso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

CHURRASQUEANDO - SEM ESPETO E SEM GRELHA - CHURRASCO DE PESCARIA II

Não há atividade melhor que a pescaria para nos desafiar a resolver problemas que surgem inesperadamente. Seja um esquecimento de algum material, de um tempero ou de um agasalho.
Em uma tarde no início de Setembro, não lembro o ano, saímos em uma turma de seis ou sete intrépidos pescadores com média de idade de dezesseis ou dezessete anos, com dois mais velhos e mais experientes. Fomos  a pé da cidade de Ijuí até o balneário do Watzlawic, um descendente de polonês que acredito ser um precursor do turismo rural. No verão alugava uma área de acampamento para o pessoal ficar junto à natureza e se refrescar no rio Potiribú ou da Ponte. Permitia também, pescarias. Este local fica aproximadamente a três km da cidade e para nós, gurizada, era um pulinho.
Pois bem, levamos as tralhas para a pesca, alguns pães e um corte de picanha (naquele tempo, o traseiro era "fatiado" com osso e não separado por cortes específicos) mais ou menos de cinco cm. Espetos não levamos, qualquer pedaço de bambu ou um galho mais ou menos reto de pitangueira, serviria como. Há época pouco se usava o carvão de lenha para churrasco, era lenha mesmo.
Da pescaria, lembro que por causa do frio, nem lambari beliscava as minhoquinhas. Sem lambaris não havia isca para peixes maiores e esses não estavam nem aí para nós. Como se dizia, ficamos sapateiros ou chupando o dedo.
A noite foi se aproximando e o frio aumentando, de tal forma que nos reunimos em torno de uma fogueira para decidir o que faríamos. Cachaça para lá conversa para cá, decidimos que não iria dar nada de peixes e só iríamos passar frio. Vamos para casa. Mas e a carne? Levamos e assamos na casa do fulano. Isso decidido e isso feito. Pegamos o caminho de volta. Num cenário surreal: o nevoeiro, ao qual chamávamos de cerração, espesso dava quase para cortar com a faca e ao mesmo tempo uma lua cheia que não víamos, mas que iluminava nosso caminho.
Com toda a movimentação da pescaria, a caminhada de ida e a de volta, a fome começou a rondar os estômagos jovens, que por serem jovens mais fome tinham. Um se lamuriou: olha estou ficando com fome! Outro eu almocei pouco! Logo todos estavam uníssonos: vamos parar e fazer essa carne e come-la com pão.
Começaram os problemas. Até onde a vista alcançava, não havia um matinho sequer. Não teríamos lenha e tampouco espeto. Pensa dali, conversa daqui um dos mais velhos falou, lenha não é problema. Essa roça era de mandioca e está cheia de soquete que  é rama da mandioca plantada da onde sai os brotos e as raízes.
Vamos juntar o mais que pudermos. Em seguida tínhamos um fogo esperto e um braseiro intenso. Achamos uma tábua também e quando íamos coloca-la no fogo, o que estava comandando gritou "não, essa é a nossa mesa!" Isso dito, temperou o naco de carne com o sal, abriu a fogueira de brasas e deitou sobre ela o nosso churrasco. Foi uma gritaria: "vamos comer carvão!", "eu falei para não beber tanto!","passou a fome!". Ele continuou tranquilo como quem sabia o que fazia. E sabia. Depois de virar três ou quatro vezes reavivando as brasas, espetou o naco de carne com a faca, deitou sobre a tábua e lentamente foi descascando-a, tirando a carne queimada. Fatiou e falou podem comer seus loucos de fome!
Pois bem, estava assada no ponto, macia, suculenta e com um sabor inigualável. Colocávamos os pedaços no meio dos pães e comíamos avidamente.
A primeira vista podem achar que os elogios ficam por conta da fome que sentíamos, mas repeti esse assado em uma ocasião no Sítio dos Carvalhos quando estava sozinho e depois com minha família e o resultado foi o mesmo:  excelente!  

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DE FOGO...

O fogo tem iníco e irá durar se houver suprimento contínuo de um cobustível, de calor e de um comburente (oxigênio). O calor de ignição necessário para se iniciar o fogo, na prática é dado por uma fonte de calor como uma faísca elétrica, um fósforo, um isqueiro, um raio, um raio de sol através de uma lente de aumento, uma fricção com duas madeiras, uma faísca com batimento entre uma pedra e um objeto de aço,  etc.
Na falta de pelo menos um dos componentes, didaticamente descritos no triangulo do fogo o evento fogo não ocorre, ou se estiver aceso, se apaga.
Com efeito, pode-se extingiur o fogo retirando-se o calor, por resfriamento (jogando-se água, que faz com que o fogo perca calor) ou removendo-se o oxigênio (usando-se CO2 ou abafando-se o fogo) ou ainda retirando-se o combustível (madeira, gasolina, gás, etc).

Triânguilo do Fogo
Para assar um bom churrasco precisamos de calor constante. Os combustíveis mais usados para o churrasco são o carvão de madeira, a madeira em estado natural e o gás de cozinha. Também se usa o calor de resistências elétricas (fornos elétricos) e fornos a lenha para assá-lo.
No caso do gás ou dos fornos elétricos, o acendimento da fonte de  calor é instantâneo bastando acioná-los que estarão disponíveis.
Já no caso do carvão ou madeira, há diversos procedimentos que são aplicados pelos churrasqueiros, que para não perder a mania, acham que o seu método é melhor. Tive um amigo, que mandou instalar uma tomada na churrasqueira para, vejam só, ligar um ventilador para pegar logo o fogo no carvão. Com tudo na vida, há  o tempo certo para executar cada coisa. Quando nos apressamos, passamos mais trabalho, se não tivermos conhecimento suficiente para executamos as tarefas de muitas maneiras. São os chamados planos "B".
Como não "nasci de susto", minha mãe me teve em seus braços somente após os nove meses regulamentares, gosto de executar o meu "hobby" preferido e outras "cositas más"  com toda a calma do mundo, tirando proveito e deleite de tudo o que cerca o prazeiroso ato e assar. Como sei que uma ínfima fagulha precisa "ganhar corpo" e multiplicar em graus o seu calor, faço que se propague em combustíveis mais fáceis como jornais e gravetos para que esse calor aumentado, atinja e se propague pelo combustível final. Existem algumas marcas de carvão que trazem iscas para iniciar o fogo. Alguns churrasqueiros usam velas para iniciá-lo. Os mais afoitos, usam combustíveis líquidos para iniciar, com riscos para sua saúde e possibilidade de danos na própria churrasqueira. O meu método preferido é fazer nós com folhas de jornal sem apertá-los, aglutinando-os em uma pilha aleatória e colocando uma porção de carvão em cima. Ponho fogo no jornal e espero que ele se espalhe para o carvão. Depois deste bem aceso, junto o restante com saco de papel e tudo e vou fazer as outras tarefas. Sempre considerando que o carvão é de boa qualidade e está conservado bem seco. No caso do carvão o único cuidado que devemos ter é  esperar que todo ele esteja bem aceso e não esteja emitindo fumaça que é tóxica. Porém temos um pequeno truque para, no caso de precisar colocar mais carvão enquanto se está assando: jogue punhados de sal grosso espalhado  no fogo após "semear" carvão novo na churrasqueira. Pegará fogo mais rápido e não emitirá fumaça (ensinamento dado por um churrasqueiro do C.T.G.  35). Se não fizeres isso, o teu churrasquinho terá a aparência e o sabor de uma...    chaminé!
Quando vamos assar com lenha, a montagem da fogueira é simples dois paus mais grossos em paralelo, folhas de jornal, muitos gravetinhos ou galhos finos, mais lenha colocada transversalmente em cima das primeiras, mais gravetinhos  e assim sucessivamente até 3 ou 4 andares. Depois destas lenhas estiverem em labaredas acrescente tantas mais que precisar para fazer um brasedo inicial. A lenha sendo seca, poderá ser acrescentada durante o assado, sem prejuízo do sabor e aparência.  Particularmente gosto mais de assar com lenha pois dá um sabor mais rústico ao churrasco, quase puxando ao defumado.
E dentro dessa questão, quais as lenhas que podemos utilizar? Quase todas, mas por favor não façam com Cinamomo e nem com Espirradeira, pois são tóxicas. As mais preferidas são as mais duras(compactas) mas com as restrições dos órgãos de defesa do ambiente, devemos usar as de silvicultura comercial como eucalípto e acássia.
Nas próximas postagens, relatarei alguns churrascos que presenciei e que depois repeti para sedimentar o conhecimento e se relacionam diretamente com a arte de fazer fogo em situações normalmente adversas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CHURRASQUEANDO - CHURRASCO DE CARNE "MARMORIZADA"










"Curiosidade sobre esse delicioso corte:
O BIFE ANCHO, também conhecido como Noix (Ou Entrecote) é um corte nobre Argentino, Tem como característica a gordura entremeada à carne (também chamada de carne marmorizada). É muito saborosa, macia e suculenta para o churrasco, rica em sabor e textura inigualável.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CHURRASQUEANDO - A VACA INTEIRA

Sempre em minha vida, procurei estar bem com os vizinhos. Mesmo em situações que exigiam maior firmeza, procurei agir com toda diplomacia possível. Acho que a vizinhança pode ser uma aliada em questões de segurança e apoio, sendo sua recíproca verdadeira. O que gostariam que fizessem por mim eu faço sem pensar.
Não sou daqueles vizinhos grudentos que a toda hora está batendo à porta da vizinhança. Não gosto de fuxicos e demonstro isso nas minhas atitudes coibindo qualquer tentativa. Havendo área de interesses comuns participo e aceito participação. Devido a essa posição, sempre fui considerado um bom vizinho e tive todos na conta de bons vizinhos também. Como vocês sabem, gosto de fazer churrasco e de pescaria. Em Viamão tinha os dois constantemente.
O  seu Romano era o vizinho da esquerda e tinha uma filha que ia casar. Como é mecânico de máquinas pesadas (tratores, colheitadeiras,  etc.), tem muita amizade com o pessoal lavoureiro e um desses amigos o presenteou com uma vaquilhona. Ela foi morta na véspera do casamento. No dia do casamento já estava toda preparada para ser assada.
Seu Romano me chamou  e perguntou se poderia ajudar o seu irmão a assar a dita cuja. Posso, respondi, que horas é para ir. A hora que você quiser, combina com ele. Como o irmão era o meu vizinho da direita, fui até sua casa e acertamos tudo. Na hora acertada estava com minhas ferramentas: faca de assador, garfo e tábua de cortar carne. A faca é um capítulo a parte foi mandada fazer em um artesão ali de Viamão mesmo. É invejável: quarenta cm de cabo a rabo, vinte e nove cm de folha, meio cm de espessura. Lâmina de disco de arado, qualquer chairada e ela fica tinindo.
Começamos a espetar o salsichão, passamos para a carne. Tudo espetado esperamos um tempo e eu, para matar o tempo, contei os espetos: cento e noventa espetos com mais ou menos um quilo a dois quilos cada!
Liguei para o seu Romano e falei para ele que os espetos ultrapassavam o número de convidados! Me respondeu: assa tudo que depois a gente vê. Então tá. Botei a viola no saco! Voltei para a churrasqueira e achei outro problema quem eu devia ajudar tava mamado. Não tinha mais ninguém para ajudar. Faltava o fogo, colocar os espetos e assá-los. Dez metros de churrasqueira, espetos em dois andares, me virei em cinco mas não deixei cair a peteca. Quando todo chegou já estava tudo pronto. Servimos o salsichão, e a carne. Sobrou um cerro de carne assada, que o seu Romano repartiu entre os convidados. Quando parei de cortar a carne, tinha uma valeta no dedo indicador. Isso que as costas da minha "churrasqueira" tem meio cm de espessura...

terça-feira, 26 de julho de 2011

CHURRASQUEANDO - CHURRASCO DO 7 E 1/2

Por volta dos trinta e dois anos de idade, morei em São Jerônimo por força de um emprego que tinha em Butiá. Fui o quarto funcionário a ser admitido na empresa. Depois de implantada e em funcionamento, conseguimos comprar, entre as chefias "estrangeiras", um terreno grande e dividi-lo em 4 outros terrenos e cada um construiu uma casa. Ao morar em São Jerônimo, tínhamos que achar atividades para nós e nossos familiares. As mulheres começaram a se visitar e inventavam suas coisas e nós inventamos um time de futsal. Juntamos com alguns nativos da cidade e todas as Quartas-Feira e Sábados jogávamos com um ou outro time da cidade. Cabe comentar que era uma época de escassez de cerveja  e chopp, mas mesmo assim conseguíamos por ter uma conta do time no depósito da cidade. Outra conta conjunta era do melhor açougue da cidade. Então Quarta e Sábado, além de jogar, fazíamos churrasco, pastéis, jantas diferentes  e muito chope ou cerveja. Cheguei pesar cem quilos. Mas corria bastante nos jogos e tinha uma forma física invejável. Certo dia resolvemos que o time tinha de ter um fardamento e um nome. Após vários palpites, me dei por conta que éramos sete casados e um noivo e lancei: porque não sete e meio? O pessoal começou a pensar e debater e acabou ficando este nome. 7 1/2 Futebol Clube. Camiseta Grená com calções brancos.
Isto feito, quando ocorreu o campeonato de Futsal da Cidade, nos inscrevemos. Em uma das partidas preparatórias, jogamos com um time que iria participar e um dos melhores da cidade. Como iria assar o churrasco depois, acertamos que iria sair no intervalo e iria para a casa do Gerente para ir preparando tudo.
No interior é muito comum, ao invés de separar por corte, o açougueiro cortar fatias do traseiro como se fosse paleta. A carne vinha com osso. Bueno quem comprou a nossa carne, não deixou ele fatiá-la,  e veio quase um traseiro completo e inteiro. Segui a intuição e separei os pedaços seguindo a separação dos músculos, já que não sabia separá-las por cortes. O que sobrou foi uma porção de cones de carne que espetei. O fogo já estava bem experto e fui salgando  e colocando os espetos bem em cima da churrasqueira. No último apoio. Não "selei a carne" viram experts!  Espetei os salsichões e coloquei na altura média. Com uns retalhos de carne fiz um espetinho para meu tira gosto e coloquei bem em baixo. Cinco minutos estavam prontos. Degustei com uísque da melhor qualidade.
Quando o pessoal chegou eu e o churrasco já estávamos prontos. Levei bronca de todos eles, devia ter cortado mais fino, vai ficar crú assando nessa altura e por aí vai. Não dei bola desci os espetos para a parte bem de baixo da churrasqueira para tostar e servi o salsichão.
Todo mundo à mesa baixei o primeiro espeto. Quando cortei o primeiro "cone", correu caldo(não sangue) e das bocas todas se ouviu um óóóó. Estava assada no ponto, macia e suculenta! Tempero no ponto, só tiveram que me elogiar.
Hoje analisando o fato de ter assado bem em cima da churrasqueira,confrontei com um outro acontecimento igual e só tiro uma conclusão: o calor sempre sobe, então para cozinhar, não precisa estar muito baixo não. Outro fator que ajuda, em churrasqueiras, é que o calor é refletido pela parede da coifa para dentro da churrasqueira e quanto mais perto dela, melhor.
 

sábado, 23 de julho de 2011

O CHURRASCO QUE MAIS GOSTO

O churrasco que mais gosto não se mede pela qualidade da carne, nem tempero, nem tipo de espeto se tiver espeto, nem tipo de fogo e nem no tipo de churrasqueira se tiver churrasqueira, muito menos ponto da carne. Como disse em outra postagem, se você souber tirar o melhor de cada corte, pode ser carne de pescoço que o churrasco irá satisfazer os teus sentidos (olfato, paladar, visão e tato(textura)). O tempero é outro ingrediente que se torna subjetivo e momentâneo, pois pode variar até por que você está bem ou está mal consigo mesmo mas  objetive que você deve agradar também os convivas. Se não conheces suas preferências não lhes imponha à força a sua preferência, pergunte, explore, analise, combine. Vale também para o ponto da carne, a não ser que o corte tenha uma único ponto, como por exemplo, a picanha. Os espetos e grelhas contam muito pouco para se ter um bom churrasco pois um dos melhores que comi foi com a carne direto na brasa, como sempre em uma pescaria ( vai ter uma postagem só para este churrasco). Sou contra o churrasco em churrasqueira com rotativa, isso é para churrascaria e tira o prazer de interagir com o seu assado. Lembra uma linha de montagem e tira a personalidade do assador.Sou contra os preciosismos que atualmente grassa entre os "experts" da nobre arte de assar, tais como selar a carne, espetos mais finos para salsichão, salgar a carne somente minutos antes. Tudo isso para não dessorar o assado!!!! Balela. Fiz churrascos assando desde o princípio longe das brasas e ficou, apesar de ser um corte grosso, bem assado e suculento. E desde quando se tem hora para temperar o churrasco? Faço salgando bem antes, faço com a salga imediatamente antes de colocar no fogo, faço com a salga durante o assar e faço salgando depois de assado e todas as maneiras dão uma resposta diferente e saborosa. Churrasco com receita vira bolo nomeado: todas as Martas Rochas têm o mesmo sabor, quem não gostar, não come!!! Fica impessoal quem inventou é que leva a fama e todos se igualam em uma atividade que o bonito é o confronto e a riqueza das diferenças. Gostaria de ver um "gourmet" metido a "cheff francês" assar um churrasco na barranca de açude, chovendo e sem nenhum apoio para os espetos. Gostaria de vê-los com seus apetrechos no meio do campo fazendo um churrasco diferente do descrito por SaintHilaire nas suas andanças pelo sul.
Mas "bueno", ainda não disse, apesar do blá blá blá, qual o meu churrasco preferido. Pois digo então é aquele que posso dar o melhor daquela oportunidade para amigos, parentes, colegas, vizinhos e tantos mais que me rodeiam. É aquele que me proporciona um convívio saudável se não de crescimento pessoal, pelo menos de pausa para os problemas diários que me afligem. Companheirismo, amizade, bem querer, escolha, divisão de prazer, viver total em um banquete dos Deuses, dos Reis e Imperadores!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CHURRASQUEANDO - CHURRASCO DE PESCARIA I

Entre as atividades que mais gosto, estão as pescarias: de mar, de rio e de açude. Todas elas têm seu encanto, particularidades e dificuldades. Em um certo período de minha vida, morei em  São Jerônimo-RS. Por força de minha atividade profissional na época, trabalhava em Butiá-RS onde com mais 4 colegas, montamos uma fábrica de disco de arado para um consórcio nacional. Com o correr do tempo o pessoal da Empresa descobriu esse meu hobby montamos uma turminha de quatro pescadores para batermos caniços em quase todos os açudes do município. Íamos em dois carros, com as tralhas divididas. Certa vez fomos pescar em um fosso perto do rio Jacuí em terras do III exército arrendadas a um conhecido nosso para plantio e criação de gado e ovelha. Esse fosso foi cavado para aterro de uma barragem. Nas épocas de cheias, o rio enche e os peixes se aquerenciam nesse fosso, o rio baixa, os peixes ficam por lá só aumentando de tamanho. No nosso grupo tinha um vereador do município e isso abria porteiras para nós. Dava mais algumas vantagens como, por exemplo, meio borrego recém carneado e esperando por nós quando chegávamos. Ali eu aprendi a fazer um assado de ovelha da melhor qualidade. Aprendi também a fazer 3 dentes de alho render para temperar metade de uma. Vamos lá. Descasque e pique os três dentes (grandinhos) de alho e coloque num recipiente (xícara, copo, etc.) coloque sal fino e pimenta do reino por cima e com o cabo da faca, à guiza de socador, vá socando até virar uma pasta. coloque mais sal e repita a operação até ter a quantidade necessária para assar o pedaço que você tiver. Use a pimenta conforme seu gosto. Se gostar coloque tempero verde junto para socar. Podes passar antes de assar na carne ou  depois de pré-assada, tanto faz.Assado meio de longe com um fogo bem esperto, quando soltar do osso, estará assada. Nós comíamos lasqueada no meio do pão com tomate e cebola. Uma delicia. E os peixes? Eram detalhes. As vezes pegávamos muitos outras vezes nada, mas sempre tínhamos o nosso churrasquinho...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O CHURRASCO QUE MEU PAI ME ENSINOU









Comecei a conviver mais com meu pai, a partir do início de entendimento da vida. Lembro de muitas coisas em tenra idade. O episódio do feijão no nariz e a foto para a carteira do IAPFESP (o INSS do Pai). Mas começar a aprender coisas, vivenciá-las, participar, só após os 10 anos. Daí até os 17 anos, fui companheiro destacado pela mãe e irmãs, para acompanhá-lo nos horários fora de escola, dia e noite. Foram muitas tardes de várias chaleiradas de chimarrão e muitos domingos em que assessorei meu pai nos churrascos domingueiros. Por que isso marcou tanto? Acredito que pelos muitos ensinamentos passados por ele que me ajudaram a encarar a vida de um modo inquisitivo, investigativo. Aos 10 anos fiz uma calçada de tijolos, ao lado de minha casa que até bem pouco tempo ainda existia, a mais de 50 anos...Olhando, vendo com olhos de ver, perguntando, inquerindo e aprendendo... Foi assim também com os churrascos.
Não lembro de quando meu pai trouxe um espeto de madeira excepcional: uma forquilha (bifurcação de um ramo) perfeita de pitangueira, de, mais ou menos, 1,20 m. Numa das tantas medições de terra que ele executava, ele achou-a e trouxe para seus trabalhos na churrasqueira improvisada no buraco do chão que recebia as cinzas do forno à lenha. Já andei por muitos matos por aí em pescarias e caminhadas, moro em um lugar cheio de pitangueiras e até hoje não achei nada parecido com o espeto dele...
 Ele só fazia churrasco em fogo de lenha. E tinha as lenhas especiais para fazê-lo. Eram os nós das madeiras que ele comprava para o fogão à lenha. Normalmente as toras vinham em metro e nós dois cortávamos com o traçador(serra comprida-2 m- com cabos em ambas as extremidades). Depois, à medida que podia, eu transformava em achas de lenha. Sobravam umas maiores normalmente com nós que eu não conseguia desmanchá-las. Essas eram as utilizadas pois davam melhores brasas. Havia um ritual que começava no sábado. Ao sair para o trabalho, ele me chamava e dizia, "Nego Déi (meu apelido de piá) vai lá no açougue do alemão bem cedo e pede para ele 2,5 kg de pá de paleta, se não tiver, o mesmo peso de agulha. Diz que é para mim que ele anota e depois eu pago. Lava bem 1 litro com água e feijão (método antigo para retirar qualquer sujeira de litros de vidro) e vai lá no gringo do vinho e trás um litro de vinho tinto seco. Também deixa preparado o buraco do forno e o espeto". Ordem dada, providências tomadas. Com a pá tirava as cinzas do buraco, fazia duas paredes baixas de tijolo para servir de base, trazia as lenhas, palha e sabugo de milho para iniciar o fogo e deixava o espeto de molho no tanque (era para não queimar o mesmo quando ia para o fogo)
No Domingo auxiliava a fazer o fogo, fazia a boneca ("bonecra" no dizer dele) de palha de milho verde ou de tempero verde, fazia a salmoura com três colheres de sopa de sal fino, alho e tempero verde.
Ele espetava a carne e amarrava um arame no cabo do espeto e a outra ponta cravava na carne para não escorregar se assasse com espeto em pé. E era assim que começava assando enquanto tinha labaredas no fogo. Depois de um certo tempo, antes de colocar o outro lado para assar, salpicava o assado com a boneca e a salmoura. Acompanhava de perto embevecido, como se estivesse assistindo um ritual executado por um pagé missioneiro num cerimonial da raça gaudéria... Repetia tantas vezes quantas necessárias para que ficasse com o tempero certo. Para apurar, concluía assando com espeto deitado. Nunca "selou" a carne com chamusqueio que hoje todo mundo relata que faz, porém sempre seu churrasco foi suculento e macio.
Sempre serviu mal passado, como todo churrasco tradicional relatado por SaintHilaire...
Churrasco simples, de gente simples, com carne que geralmente ninguém assa, mas que era motivo de satisfação de toda a família...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DE CARNE



Vamos começar com uma perguntinha básica que provoca as maiores discussões sobre a arte de churrasquear: QUE CARNE ASSAR? Qual a melhor? A mais macia? A mais saborosa? Deve ser magra? Deve ter gordura? Qualquer carne pode ser assada? Qual o melhor animal para fornecer a carne? Vamos conversar sobre isso tudo e porque não, trocar idéias através dos comentários ou do meu e-mail joelbento2010@hotmail.com. Não se acanhem e participem. cheguem  para beira da churrasqueira!!!
Então que carne assar? Todas, de todos os animais que domesticamos para esse fim! Gado, ovelha, porco, búfalo, coelho, javali, todas as aves que criamos e peixes. Todos tipos de carnes, de primeira, de segunda, com osso, sem osso, as "fissuras" (os miúdos) de bois, porcos, javalis e aves. Exagero? Não, há maneiras, ocasiões e gostos. O que é possível e gostoso para mim, não será para alguém da classe A, B e D. Eles terão suas preferências e condições financeiras diferentes das minhas, porém, com o mesmo desempenho que  o meu e atendendo o paladar em textura, aparência e sabor. Só por que eu não tenho condições de gastar mais com um churrasco que vou dizer que não gosto de assar picanha ou filé mignon. Não é por que estou em uma situação melhor, que vou desprezar os cortes mais baratos ou as fissuras.
Entre as carnes de primeira temos a grande campeã que é a  picanha. Nos cortes de segunda, sobressai a costela. Nos miúdos os corações(de gado, porco, javali e aves). Mas quem gosta de sabor mais pronunciado, os rins de gado, porco ou javali são uma delícia.
Mas "bueno", vamos descrever cada uma e ver como poderão saciar a nossa fome.
Carne de Gado:
De primeira sem osso:
Filé Mignon: o topo dos cortes, muito macio, se presta para assado temperado, normalmente ao alho e pimenta, comer quente e mal passado. Presta-se muito bem para assá-lo em grelhas.
Picanha: rivaliza por muito pouco com o Filé, macio, aceita bem outros temperos além do sal, tem mais sabor que o filé, come-se mal passado pois acima disso tende a ficar mais firme (dura). Pode-se assar em grelhas.
Alcatra: Vai muito bem grelhada, macia, tem sabor peculiar, por isso fica melhor temperada somente com sal, serve-se mal  passada e ao ponto. Bem passada fica mais firme (dura).
Chapéu de Bispo, Rabo da Alcatra ou Maminha: Segue as indicações da Alcatra.
Coxão de Dentro e de Fora(macio e duro), Tatu, Patinho: Mal passada caem bem, ficam macias. Pode-se usar temperos diferentes além do sal.
Entrecot, Entre Cortes, Lombo, Contra-Filé ou, mais recentemente, chamada de Filé da Costela: é a chuleta desossada. Macia, sabor único, mal passada ou ao ponto, somente com sal.
De primeira com osso:
Costela Janela: A rainha das carnes, fica macia bem assada (tem que ter gordura). Pelo seu sabor especialíssimo coloque só sal. Se gostar de mal passada, sirva tirando nacos e voltando com ela ao fogo.
Chuleta (Bisteca) ou Chuleta Atravessada: Muito gostosa, peça para corta-la larga (+- 4cm) e quebrar bem os ossos para melhor espetá-la. Use somente sal para não desvirtuar o sabor. Sirva mal passada ou ao ponto, assim fica mais macia.
Ripa da Chuleta: Carne entre a Chuleta e a Costela Janela. Tem o sabor das duas. Asse com sal e sirva mal passada ou ao ponto. Macia.
De segunda com osso:
Costela Minga: Caracteriza-se por ser a ponta da costela com ossos e cartilagens. Peça para partir os ossos que são todos atravessados. Saborosa e macia, sirva bem assada. Use somente sal.
Costela do Peito: Costela que inicia no osso externo do boi. Muito gorda, granitada, assar com fogo bem experto que vai amaciá-la. Pode ser usados outros temperos além do sal.
Paleta com ou sem osso: Utilize a ponta do topo da coxa da frente, a pá da paleta. É uma carne se assada até ao ponto é macia, a partir disso endurece.Aceita que se use outros temperos mais o sal.
Agulha, Continuação da Chuleta ou Pescoço: Como é continuação da Chuleta, tem a mesma estrutura muscular, porém é mais firme que aquela. Se você tirar o miolo da Agulha (seria o entrecorte) e assá-lo sozinho vai ter uma surpresa. Macia, saborosa, aceita bem qualquer tipo de tempero.
De segunda sem osso:
Fraldinha ou Vazio da Costela: É muito saborosa, se mal passada, é macia aceita qualquer tipo de tempero e até recheios.
Capa de Filé: Na realidade é a capa do Contra-Filé. Macia se mal passada ou ao ponto. Aceita qualquer tipo de tempero.Muito saborosa.

Carne de Porco:
Não tem classificação de primeira ou segunda.
Normalmente é vendida com osso:
Todos os cortes são macios. Uns com mais ou menos gordura. Apesar de gostar de Pernil e Lombo (espinhaço desossado) acho que o melhor corte é a costela que não uso muito por causa da gordura.
Ultimamente tem aparecido cortes iguais ao da carne de gado: Picanha e Filé Mignon.
A Paleta é saborosa e um pouco mais gorda que o Pernil. Todos os cortes aceitam variedade de tempero, incluindo bebidas: vinhos e cervejas em marinadas. Por motivo de segurança alimentar, servir bem assada.

Carne de ovelha:
Basicamente 4 cortes:
Quarto Traseiro: O mais carnudo dos cortes. Macio, gostoso, temperar com sal, alho e pimenta do reino.
Paleta: Um pouco menos carnudo, ainda assim macia, gostosa, e mesmos temperos.
Costela: Corte com mais gordura, idem os outros cortes.
Espinhaço: Mais carnudo que a costela, aceita bem os temperos.
Todos eles assar muito bem pelas zoonoses e pela gordura.

Carne de Aves: 
Basicamente 5 cortes:
Coxa, Sobre-coxa, Peito, Asas e Carcaça. Aceitam bem marinadas, temperos variados e servir bem assadas pelas zoonoses e por esse tipo de carne não ser gostosa mal passada.

Esses são os cortes tradicionais e mais usados. Na gastronomia gaúcha, se usa assar peixe de várias maneiras  e algumas caças.

Se você tiver alguma sugestão de carne mande um e-mail ou coloque um comentário.

Esperem que tem mais...